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Pedaleira

Certo dia fui na Cidade das Bicicletas em Porto Alegre e deparei-me com uma bicicleta de pinhão fixo com pedaleira. Já havia visto esses acessórios caseiros em Curitiba, mas nunca tive a oportunidade de manuseá-los para aprender como se faz. Na verdade, são bem simples e ajudam a ter mais controle sobre a bici e distribuir a força da pedalada em diferentes músculos.

Segue a receita que fiz. Talvez seja necessário algum reforço na parte em contato com o pedal, caso se use com mais intensidade.

– 2 tiras compridas: 40cm de comprimento por 2cm de largura
– 2 tiras curtas: 13cm x 2cm
– 2 pedaços de velcro com o dobro da largura da tira (neste caso, 4cm) e 10cm de comprimento.

As tiras que usei são de nylon com algodão e encontrei numa casa de material de construção.

Corte as tiras na forma abaixo.

Queime as extremidades e costure para não desfiar.

O velcro será usado de duas formas: uma faixa inteira de 10x4cm e outra cortada ao meio formando duas de 10x2cm. Costure um lado do velcro inteiro (10×4) numa das extremidades das tiras compridas, de maneira a uní-las lado a lado. Na outra extremidade, costure os velcros cortados (10×2) nas duas faces de cada tira. Nessa ponta, as tiras ficarão separadas para poder passar por dentro do pedal. Preste atenção nos lados onde se vai costurar o velcro peludo e o piquento.

Com o outro velcro inteiro (10×4), costure as tiras curtas lado a lado também. Depois, costure-as na extremidade correspondente, formando uma boca nas tiras compridas.

Agora é só passar pelo pedal e morder as tiras soltas.

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A importância do espelho

Já havíamos comentado que o espelho é um equipamento importante, mas agora, depois de pedalar na Estrada do Inferno, ele se mostrou essencial. Sem dúvida que o seu principal uso é para a segurança do ciclista, mas não porque as rodovias são altamente perigosas. Além de saber como vão as coisas com a pessoa que está atrás, o espelho permite coordenar o emparelhamento para conversar ou o alinhamento para liberar a pista. Em lugares com pouco ou sem acostamento, saber o que vem de trás e quando, dá mais segurança para quem pedala, seja onde for, cidade ou estrada.

Por mais improvável que possa parecer, a situação de um veículo cruzar com outro bem ao lado da gente é incrivelmente comum. Ouvimos um fato, pela própria pessoa que o presenciou, que viajando numa rodovia sem acostamento na Argentina, um caminhão que vinha buzinou. O ciclista não entendeu nada pois a pista estava livre, ele andava no cantinho, em cima da faixa lateral. O caminhão buzinou de novo mas continuava vindo, a toda velocidade. Um pouco antes de eles se cruzarem, um barulho enorme como um trovão soou logo atrás de si à direita, na terra ao lado da pista. Um outro caminhão saiu da estrada para desviar do ciclista, pois não cabiam os três, e capotou no campo por vários metros. A imbecilidade daqueles motoristas era tanta que além de não reduzirem um pouco a velocidade para todo mundo continuar seguro, aquele que não capotou partiu para cima  do ciclista culpando-o por andar na pista!

Contra a burrice alheia só a gente sendo bem esperto mesmo. E o espelho ajuda muito nisso.

Há uma outra situação interessante, que é quando está ventando bastante. As rajadas são sempre aleatórias e, unidas ao vácuo que os caminhões fazem ao passar, nos jogam pra qualquer lado a qualquer momento. Sabendo quando vem um desses monstros velozes, podemos parar e esperar que passe. Insistimos no “parar”, pois nós também temos mania de dirigir sem nunca reduzir a velocidade em situações de risco, só que numa bicicleta as consequências são piores.

Em todos os relatos que  lemos sobre viagens de bicicleta, é um fato curiosíssimo ninguém citar esse equipamento.

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O que deu certo, o que deu errado (1)

Desde Florianópolis estamos ensaiando escrever esse post. De Curitiba até lá, já deu para testar e aprimorar vários equipamentos, e agora, em Porto Alegre, estamos mudando mais algumas coisas. No geral, as coisas que deram errado foram poucas ou pequenas, e quase todas conseguimos arranjar uma maneira de consertar. Tanto o planejamento inicial quanto o tipo de viagem que estamos fazendo, diminuem as chances de dificuldades inesperadas.

(-) Bagageiro traseiro tubular de alumínio.

Apesar de bonito e caro, esse bagageiro é bem fraquinho. Mesmo colocando menos do que a capacidade máxima (que está especificada como 25 quilos), ele entortou e rachou. A sorte é que percebemos antes que se quebrasse completamente, e aí pudemos consertar amarrando um prego grande, com arame e barbante encerado, paralelo ao tubo rachado.

remendo no bagageiro ruim

(+/-) Pedal “aberto”

No pedal que usamos, o conjunto de esferas do mancal fica quase que exposto ao tempo, permitindo que entre sujeira. Por outro lado, esse modelo é bem resistente e possui aberturas para pedaleiras, o que nos fez decidir continuar com eles mesmo assim.

a abertura fica perto do pedivela

(-) Amortecedor dianteiro

Pelo que nos pareceu, o peso carregado na roda dianteira praticamente inutiliza a função do amortecedor. De alguma forma, a bagagem absorve os impactos e talvez não seja necessário ter o peso desse equipamento no garfo.

(+) Bagageiros dianteiros

Está sendo uma boa forma de distribuir o peso. A adaptação que o gil fez no seu funcionou bem até agora. (ver comentário)

(+/-) Capas para os alforjes

No primeiro dia de viagem, tivemos que usar as tais capas pois uma garoa nos pegou na descida da serra. Foi muito engraçado ver que apenas duas da oito serviram, pois as bolsas estavam mais estufadas que o projeto incial. Em Floripa, umas foram novamente confeccionadas enquanto outras foram trocadas por sacos plásticos para carregar entulho (bem barato e já vem pronto).

(+) Linha, agulha e fio encerado

Indispensáveis para vários tipos de reparos.

essa linha preta é de poliamida

(+) Lanterna de cabeça

Por deixar as duas mão livres, é muito boa para usar durante o acampamento. Além disso, em caso de pedaladas noturnas, serve como farol dianteiro.

um amigo encontrou-a num campo da Escócia há vários anos

(?) Barraca Nepal 2 da Aztek

Sempre evitamos colocar a marca dos equipamentos que usamos, simplesmente porque faz pouca diferença. Nesse caso, porém, não temos certeza se os problemas que tivemos se devem ao modelo ou à marca da barraca. O que acontece é que a barraca não parece assentar direito: se a montamos da maneira correta, ela fica muito esticada e parece que as costuras vão arebentar a qualquer momento. Ainda não pegamos chuvas ou vento muito forte durante a noite para saber se ela aguenta.

(+) Luvas de pedreiro

Protegem, esquentam e são baratas. Além disso, não temos pudor de enfiá-las na corrente se for preciso.

(+) Capa de chuva

A capa tipo poncho funcionou bem, porém tivemos que aumentar um pouco o comprimento das perneiras impermeáveis (ver comentário).

(+) Toalha seca-rápido

Apesar do cheiro de cachorro molhado que fica depois de uns dias, ela seca muito rápido mesmo.

(-) Câmera fotográfica

A câmera que o gil estava levando era uma DSLR, um trambolho que pesava muito. Perdemos um pouco em qualidade de imagem, mas ganhamos muito em praticidade com uma câmera de bolso.

(-) Sr. Durão de PET

Aquela fita protetora improvisada com PET de que falamos não deu nenhum pouco certo. Ela se dobrou em vários pontos dentro do pneu, rachou e furou toda a câmera. Talvez se fizer uma fita mais estreita e com alguns cortes como o sujeito indicava, funcione.

(+) Segunda pele

Bom para pedalar e dormir. Dura um tempão sem precisar lavar.

(-) Radinho de pilha

A única vez que ligamos, logo desligamos: só tem porcaria.

(+) Rabo quente

Daqui a pouco acabaremos com a indústria de fogões.

(+/-) Limpeza de corrente com sabão

Durante a viagem aprendemos a limpar a corrente. Tradicionalmente se usa solvente. Porém, a gente usa sabão ou detergente. Fica bonito, mas demora um tempão, não pode ser urgente.

(+) Pára-lama de garrafa PET

É só cortar ao meio e amarrar no bagageiro traseiro e na parte dianteira inferior do quadro.

discreto, não?

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Mulheres de bicicleta

Venho recebendo algumas perguntas de ciclistas e não ciclistas relacionadas ao fato de eu ser mulher e estar fazendo essa viagem de grande porte. As dúvidas abordadas nesse post tratam de questões práticas. As questões filosóficas, que não estou certa se existem, talvez sejam tratadas uma outra hora.

 

Menstruação

Ficamos bastante tempo pedalando por dia, cerca de 10 horas com as paradas e 6 horas sem. Algumas pessoas me perguntaram o que faço durante os dias de menstruação, no caso de não ter acesso a banheiro (o que é bem comum). Bom, eu não sofri nada com isso, pois faz mais de um ano que utilizo o Coletor Menstrual. Pouca gente conhece, e por isso faço questão de apresentar, já que ele facilita muito as coisas, não só na estrada, mas na cidade também.

Coletor Menstrual para mulheres que pedalam e usam bicicleta

Coletor Menstrual

Trata-se de um copinho de silicone, que é introduzido na vagina pela utilizadora. Diferente do Absorvente Interno, ele não precisa ficar tão fundo e também não dá aquela sensação desagradável do algodão. Outra vantagem é que ele é reutilizável: você tira, lava com água e coloca denovo, não gerando lixo algum. E o melhor de tudo é que só é preciso tirá-lo para lavar a cada 12 horas (mesmo para quem tem um fluxo muito grande, como eu). Se por acaso não tiver banheiro ou for um banheiro público, que não tem pia no box, dá para encher uma garrafinha de água para lavá-lo e está tudo certo! Além do mais, acho ele muito mais higiênico que o absorvente externo, pois fica tudo dentro do copinho e você não fica lambuzada de sangue. No blog da Gangue do Hipertexto tem um texto mais longo sobre o assunto, mas quem tiver dúvidas se sinta a vontade para perguntar; tenho o maior prazer em divulgar essa solução! Abaixo tem um vídeo explicativo, seguido de alguns links de lugares onde comprar.

http://www.misscup.com.br/

http://www.meluna.com.br/

http://www.guiavegano.com/

Cólicas e outros sintomas desagradáveis

Nesse caso, o que sugiro é que espere passar. Não é bom pedalar com dor e se forçar normalmente piora. Tive uma experiência ruim tentando seguir em frente quando estava sentindo cólicas e não adiantou: tivemos que parar em uma lanchonete até tudo se acalmar. Se você tem alguma solução que corte bem a dor e faz com que se sinta bem o suficiente para atividade física, então talvez dê para ir tranquilo, mas no meu caso, que nada resolve completamente (e às vezes ainda me dá um enjôo desgraçado), não há nada melhor que deitar algumas horas num lugar quente. O mais importante aqui é respeitar seus limites e, no caso de estar pedalando com mais pessoas, avisá-las sobre o que está acontecendo.

Roupas íntimas

Uma coisa que não recomendo de jeito nenhum é usar calcinhas. Por quê? Porque elas parecem ter sido desenvolvidas com o intuito de entrar na bunda (afinal, as calcinhas servem para ser sexy; que mulher está preocupada com conforto?).  O problema disso vai muito além do desagrado momentâneo: depois de dias pedalando com a calcinha no lugar errado (porque não adianta arrumar, ela entra toda hora com o movimento), a pele começa a apresentar assaduras que tornam a atividade de sentar-se no selim terrivelmente desagradável. E não adiantou usar calcinhas específicas para esportes, para caminhada, para mochileiras ou aquelas cuecas femininas: todas elas tem um corte que, com as pedaladas, fazem o tecido entrar onde não devia.

O que decidi fazer, então, foi usar cuecas, que são bem confortáveis. Prefiro aquelas com o modelo mais justinho, que não fica sobrando na frente, parecem até que foram feitas para mulheres mesmo. Pra mim não foi difícil fazer essa troca, mas confesso que demorei pra ter a idéia: parece que a gente se acostuma tanto com as “soluções” prontas que é raro pensarmos algo diferente do que já é dado.

Ficam aí as dicas. As pessoas que tiverem outras dicas e soluções, fiquem à vontade em contribuir.

M.

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Bagagem: atualizada!

Nesse mês que passou, estivemos revisando nossa lista equipamentos. Desde o início do ano, em que elenquei o material para a viagem de Guaraqueçaba, visitamos diversas páginas da web em busca de informações sobre o clima da Patagônia e o que levar. As escolhas são difíceis por causa do peso, e os equipamentos específicos (de montanhismo, por exemplo) são muito caros apesar de leves, sendo que frequentemente não servem para pedaladas.

Na página da bagagem há uma lista atualizada. O peso total, para cada um, está em torno de 20kg, sem água ou comida.

Alforjes para viagem de bicicleta

Como dá para ver na foto, nossos alforjes são caseiros. Basicamente, são caixas de lona com fechos de engate. O primeiro que fiz é aquele preto e está comigo há mais de cinco anos. Foi usado na minha primeira viagem para a Praia do Sonho-SC em 2007, na ida para Morretes e também para a Ilha do Mel. Os laranjas e os roxos são modelos novos, independentes entre si, ao contrário do modelo anterior (preto e verde), podendo ser adaptados numa nova versão para bolsas à tiracolo. Para quem tem dúvida, eles já foram testados nas viagens que fizemos pelo Paraná e nunca houve problema. Essa experiência de construí-los me levou à ideia de montar uma Oficina de Alforjes, que estaremos dando nas cidades em que passarmos. Gastei em torno de 40 reais com material para fazer um par e mais 10 para construir capas de chuva individuais. Uma coisa engraçada foi que eu estava já na sexta capa para alforje e minha irmã perguntou “e isso é impermeável mesmo?”, “pelo tipo de material, me parece que sim, não tenho certeza”, “estão testa, né, guri”. E resolvi testar mesmo (com um pouco de receio). Segurei a capa como uma sacola e pedi para Luísa encher. Resultado: 100% impermeável! A gente vai em loja de equipamentos para montanha, caminhada, outdoor sport, e tem mil especificações de capa para trocentos metros de colunas dágua por zilhões de reais. E com dez pila dá para fazer uma proteção totalmente segura para qualquer intensidade de chuva!

Mas essa do alforje não foi a única solução caseira que arranjamos. Segue um apanhado geral das nossas experimentações:

– Bagageiro dianteiro: quando fui atrás disso me falaram que era um troço difícil de encontrar, que tinha de importar e que se quisesse algo para usar com amortecedor, então era pior ainda. Pois falando com um curitibano que viajou da Guatemala até Curitiba em bicicleta, ele me sugeriu comprar um bagageiro simples, desses de 15 pila, e adaptá-lo, entortando uns ferros, cortando pedaços, etc. Na verdade, as modificações que fiz para colocá-lo no garfo dianteiro (com amortecedor) foram desnecessárias. Logo depois de serrar, amassar e quase perder um dedo, notei que podia tê-lo acoplado entre o cubo e o garfo e não como se faz usualmente, entre o garfo e a porca. Isso teria fragilizado menos a chapa furada que vai no eixo da roda. Outra coisa errada foi que cortei o suporte do bagageiro que iria acoplado na base do selim. Devia tê-lo entortado e enjambrado alguma forma de parafusá-lo ao arco do amortecedor. Depois de ter feito esta burrada, fui atrás de uma chapa de ferro galvanizado para tentar prender o bagageiro em pelo menos 3 pontos no garfo e impedi-lo de se mexer. No final das contas deu certo. Olha na foto como ficou (feio).

bagageiro dianteiro para bicicleta

(a abraçadeira está presa no arco do amortecedor e não no pistão como parece na foto)

– Espelho: se vamos numa loja de bicicleta procurar um bom espelho acontece duas coisas: os espelhos são ruins e também são caros. Eis que tive a sorte de encontrar um espelho de moto, daqueles redondos e robustos, jogado na beira duma ciclovia e testá-lo. Prendi ele com uma abraçadeira de aço no guidão e pronto. Depois viemos a descobrir que custavam 9,90 numa loja de moto (mais barato que qualquer daqueles porcarias para bicicletas).

espelho para bicicleta

– Hodômetro: achamos desnecessário levar um GPS, pois vamos no estilo clássico: mapas. Assim, para os momentos de estradas desérticas e lugares ermos, faz-se necessário ter noção de onde se está através da distância percorrida entre pontos conhecidos.

– Esponja: fazia tanto tempo que não via esponjas naturais que nem lembrava que existiam. Ganhamos quatro de um amigo e estamos usando para lavar louça (é ótimo porque não risca). Finalmente não precisamos mais comprar e descartar esse tipo de material. Sugerimos que todos usem e plantem se puderem.

– Filtro de café: além do uso óbvio, para iniciar o dia com um café quentinho, pensamos no caso de uma emergência com água. Colocando uma camada de algodão dentro do filtro e depois usando as pastilhas de hipoclorito de sódio diminuímos os riscos de passar mal ingerindo água de lagos, poças, etc.

– Rabo quente: para reduzir o consumo de gás, aquecemos a água previamente com um aquecer elétrico.

– Capa de chuva, braços, pernas e boné impermeáveis: num dia desses, fomos a uma festa de aniversário de bicicleta e estava chovendo. “Que tal testarmos nossos equipamentos?” A capa de chuva tipo poncho é excelente. Já vinha usando nesse clima chovisquento de Curitiba, mas faltava algum tipo de proteção para as pernas e os tênis. Pensei inicialmente numa calça impermeável de motoqueiro, só que o problema é que numa moto a pessoa não faz esforço, e por isso sua pouco. Tal fato invalida quase tudo o que é equipamento desse tipo. Então, resolvi costurar mangas e pernas impermeáveis, para deixar o sovaco e a virilha livres para transpirar, tipo manguito e pernito de corrida. Com o mesmo material que fiz as capas para os alforjes, serão confeccionados bonés e proteções para o tênis. Naquele dia da festa, tínhamos apenas as pernas impermeáveis. Ensacamos os pés com sacola de mercado e o braço foi no pêlo mesmo. O resultado foi muito bom: só não chegamos completamente secos pois a ideia de usar sacolas plásticas nos pés apareceu no meio do caminho.

capa de chuva para bicicleta

(esse da foto ainda precisa de uns ajustes)

gil

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Companhia até Floripa

Desde que começamos a espalhar a notícia da nossa viagem, apareceram duas pessoas que ficaram muito animadas e pediram para ir junto. Um deles, Germán, uruguayo, pretende passar na sua casa em Montevidéo. O outro, Johannes, alemão, aproveitará o início das aulas para viajar até Floripa. Porém, já se prontificou de nos acompanhar na travessia patagônica no final do ano.

Como Johhanes possui apenas equipamento para escalada e montanhismo, conversamos sobre o que estamos levando e ele fez uma lista. É engraçado, pois num primeiro momento parece que não se precisa levar nada, que o essencial cabe numa mochilinha. Vendo o que era necessário para esse clima frio e prevendo chuva, pediu-me para fazermos juntos um par de alforjes, pois também queria aprender. Levamos dois dias para concluir tudo e com os cento e poucos reais que gastou em material ainda dá para fazer mais um par.

Alforjes para bicicleta

por gil

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Foi criada a seção “Bicicleta”

Na seção, indicamos no que se deve prestar atenção quando escolhemos uma bicicleta para viajar. É um resumo de pesquisas na web, conversas com ciclistas e nossa própria experiência.

Em breve teremos uma seção para nossas viagens passadas e outra para mostrar como confeccionar certos equipamentos específicos, como alforjes, capas, etc.

gil

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